Entre o agora e o depois
- Thalita Helena Vecchio
- 24 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: há 2 dias

“Uma das coisas mais trágicas que eu conheço sobre a natureza humana é que todos nós tendemos a adiar a vida. Estamos todos sonhando com algum jardim de rosas mágico no horizonte – ao invés de aproveitar as rosas que estão florescendo no lado de fora de nossas janelas hoje.” (Dale Carnegie)
Imagine que você recebeu um livro especial. Ele tem apenas uma regra: você só pode lê-lo uma única vez.
Cada página virada desaparece e não existe a possibilidade de voltar, reler ou sublinhar depois. O que passou, passou.
Como você faria a leitura desse livro: prestaria mais atenção, leria mais devagar ou perceberia detalhes que normalmente ignoraria?
Lembre-se de que aquele trecho não estará lá no minuto seguinte.
Agora tire o livro das mãos e coloque a vida no lugar.
Grande parte das pessoas não vive no presente, mas num eterno “quando”.
“Quando eu tiver tempo”.
“Quando eu estiver pronto”.
“Quando as coisas se resolverem”.
“Quando eu estiver melhor”.
“Quando a vida ficar mais simples”.
Tudo fica suspenso num “ainda não...”.
O ato de "postergar" na vida pode receber boas justificativas como prudência, responsabilidade, organização, prioridade ou maturidade.
Porém, os desafios cotidianos permanecerão.
O “jardim de rosas mágico no horizonte” não surgirá como um milagre e a vida não vai parar para você começar a viver!
Oportunidades desperdiçadas não têm retorno, assim como as páginas do seu livro: passou, perdeu!
A vida é um eterno aqui e agora. Esse “quando” só pode existir enquanto as rosas seguem florescendo do lado de fora da janela hoje.
Viver é uma decisão diária: com o que existe, com quem existe e do jeito que ela existe, fazendo as melhores escolhas possíveis diante do que a vida nos apresenta a cada instante.
O caminho se faz caminhando.


